quinta-feira, 8 de julho de 2010

Feliz.
Sim, tenho andado assim,
simplesmente... Feliz.

Deve ser por isso que não consigo explicar mais nada, normalmente ficava questionando-me do que faltava, do que precisava e do que queria, mas hoje sei e tenho o que desejava em outrora.
Objetivos esses simples tais como ter criatividade para desenhar e ser minimamente reconhecido, consegui, engrenar em um projeto de profissão que realmente me satisfaça monetariamente e psicologicamente, consegui, colocar e até idealizar meus pensamentos em forma de textos, poemas etc, consegui, arranjar uma grupo que pretenda a mesma ambição musical que eu, consegui, me faltava enfim algo que parecia não fazer falta nos meus dias que em outrora achava que só atrapalharia, mas o destino é uma coisa poderosa e indiscutível.. Agora tenho ao meu lado uma cabeça pensante tal como eu que goza das mesmas coisas que eu, e com prazer tenho o direito e poder de chamar-la de minha, minha namorada.

- Então, você está satisfeito? Questiono-me
Percebo que não, não tenho a mínima idéia do que falta, do que preciso, do que almeijo ainda. Será isso que faz com que a vida seja interessante? Sempre poder ou descubrir algo novo de novo que se precise? Não sei. Só sei que meus dias apesar de até melhores que antes continuam fora de sintonia, não sei o por que, não sei o que me "encuca" tanto, a única coisa que de certa forma que aprendi é que fazer planos não adianta, sempre haverá uma alternância, querendo ou não.

Então como diria o poeta:
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando...
Pedro Ignácio Vidal

domingo, 20 de junho de 2010

Sound of night

Meu bem estou cansado
Os meus dias andam tão estranhos
Tudo tem dado errado
E as paredes ecoam o que falo

A noite é escura, tenho medo
As vezes parece que estou sozinho.
Meu bem fique comigo!
Minha vida sem você não tem sentido

E a chuva cai..
Agora toda a cidade chora
E a chuva cai...
Vejo a vida passar com demora

escuto o som do telefone
mas no escuto não o encontro
minha casa anda tão apagada
desde que você foi embora
Pedro Ignácio Vidal

domingo, 23 de maio de 2010

“Ninguém, ninguém vai me segurar, ninguém há de me fechar as portas do coração. Ninguém, ninguém vai me sujeitar a trancar no peito a minha paixão. Eu não, eu não vou desesperar, eu não vou renunciar, fugir… Ninguém, ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir…”
Chico Buarque de Holanda
“Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!”

Tabacaria - Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)
“Moça olha só o que te escrevi.
É preciso força
pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê.”
Além do que se vê - Los Hermanos

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo mas não sentes…
– Tatuagem - Chico Buarque

sábado, 10 de abril de 2010

Quando amei

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.Tudo isso é... Saber viver."
Charles Chaplin