segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mais do mesmo

A diferença entre a idade média e os dias atuais
é que naquela época a igreja possuia mais força
e agora metade da mesma força foi perdida.
Entretanto o mesmo abismo entre classes existe.

Se antes eram os aristocratas contra os camponeses
hoje são os governantes, a nova "burguesia" e a classe média
contra o "resto" do povo.
Pedro Ignácio Vidal

domingo, 11 de julho de 2010

República do Gana

Sou a estrela negra,
a estrela que pouco brilha
estrela escondida
e sempre esquecida.
Meu nome é Gana.
Pedro Ignácio Vidal

Simplesmente flor

A mais linda flor entre todas as outras.
Tão linda e solitária.
Entretanto nunca fora colhida,
por que passava despercebida
por ser diferente de todas aquelas a sua volta.
Mas é crível dizer que nunca fora colhida
por camuflar-se esperando quem a mereça.

Pedro Ignácio Vidal

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tudo "Quadrado"

Os jovens de hoje, serão os adultos de hoje no futuro,
igualmente chatos, acomodados e sem esperança.
Reclamando de tudo e colocando a culpa no passado
dizendo que antigamente era melhor e que tudo está errado.

Mobilização é uma palavra tão grande,
tão grande que causa tanta preguiça...
Tanta preguiça de pensar,
tanta preguiça de falar,
tanta preguiça de fazer,
tanta preguiça de lutar.

Só se descobre que o poço é fundo
quando se cai dentro.
Do que adianta existir
se nunca resolve arriscar?
Pedro Ignacio Vidal

Par de Due

Em um dia qualquer...
Em qualquer hora, pode ser o momento.
O momento certo do momento chave de um relacionamento
Relacionamento esse, sério ou não, simplesmente afetivo
Que acaba sempre no momento mais especial de todos.

Tudo começa com a troca de olhares
Deixando aquela tensão e silêncio no ar
Os dois se entreolham fixando o desejo
Tornando aparente aquele tímido sorriso.
Tímido, mas forte e calculado.
Então com uma atração inexplicável
As faces se aproximam e os olhos fecham
Como a dizer - Esqueçamos o mundo-
Findando alguns sentidos e aguçando outros
Estes sentidos sendo tato e paladar.

A sua volta não se escuta mais nada,
Parece que o maestro levantou as mãos criando uma pausa.
E a atração chega ao fim com o tocar dos lábios
Fazendo explodir os desejos, sentimentos e músculos

Os meus, os seus, os nossos pensamentos,
Gritam e saltitam no ar como se dançassem .
Nessa hora o mesmo maestro já está animado conduzindo o ato
Vorazmente, alegre e delicado.

Pode ter-se passado apenas três minutos,
Mas pra quem o executa, cada milésimo de segundo
Demora uma eternidade, tornando três em três mil
Cada um desses milhares aproveitado incansavelmente,

Chega ao fim o “par de due”
E novamente aparece aquela troca de olhares,
Como a dizer,
Vamos de novo?
Pedro Ignácio Vidal

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Post Mortem

Pensava,
desencontrava,
desanimava,
relutava!
Mas acomodava.

Acordei,
entendi,
participei,
usufrui!
Esgotei.

Descontrolei...
Não mais lutei...
desisti,
e sem perceber,
pereci.

Pedro Ignácio vidal
"Há quem me julgue perdido porque ando a ouvir estrelas. Só quem ama tem ouvido para ouvi-las e entendê-las “
Olavo Bilac