segunda-feira, 26 de abril de 2010

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo mas não sentes…
– Tatuagem - Chico Buarque

sábado, 10 de abril de 2010

Quando amei

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.Tudo isso é... Saber viver."
Charles Chaplin

domingo, 14 de março de 2010

nota

‘‘Não preciso me drogar para ser um gênio;Não preciso ser um gênio para ser humano;Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.’’ Chaplin

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Uma oportunidade

A cada dia que sou obrigado a te ver,
meu coração bate alucinado sem entender...
Como pode estar tão próxima
e tão distante assim,
de mim.

O que será que falta?
Uma canção?
Uma palavra ou alguma pergunta a fazer?

Chega junto, vamos conversar,
a noite é longa e tenho tanto para falar.

De segunda a segunda penso em você,
aqui do meu lado, não consigo te esquecer.
Você que é como o luar
e a sua voz parece as ondas do mar.
Eu queria ter ao menos uma oportunidade
de mostrar a mais pura verdade,
que te amo com todas as letras
do "A" ao "Z",
será que da para perceber?

Chega junto, vamos conversar.
A noite é longa e tenho tanto para falar.
Pedro Ignácio Vidal

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Minha namorada - Vinícius de Moraes

"Uma descrição explendorosa da demontração de afeto e desejo pela pessoa amada, onde evidencia-se cada cuidado, cada procedimento para que aquela pessoa não seja apenas uma namorada e sim conseguir chegar na posição de "amada"." Pedro Ignácio Vidal

Se você quer ser minha namorada
ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser.

Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer.
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque.

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer.
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer.

Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você.

Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois.
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.
Vinícius de Moraes

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eu não consigo odiar ninguém

Muitas pessoas já me fizeram sofrer, perder algo ou simplesmente falaram-me algo que me trouxe um desgosto profundo. Entretanto acabei percebendo que com um simples pedido de desculpas ou um gesto amigável eu já retorno a conversar com a pessoa - mas não é assim também , a casos e casos - deixo rolar e vejo no que dá.

Uma coisa que aprendi na vida é que sempre será mais fácil perdoar do que repudiar, quando se assume que errou excelente, é só pedir desculpas e esperar para tudo resolver-se sozinho a partir de seus atos benéficos. Por essas e por outras, que aprendi a sempre dar mais uma chance por que como fui ensinado e como também percebi, o ser humano é passivo de erro e por ter tal passividade erra desmedidamente.

Mas muitas das vezes achamos que as pessoas erraram, que "vacilaram", que até faltaram-nos com respeito, mas o que causa essa certeza é a "santa" hipocrisia humana que é quando percebemos que somos possessivos, egoístas e que só pensamos em nós mesmos, por que se realmente fossemos ao contrário tudo o que fosse dito de contrário a algo que almejamos ou que pensamos, nunca ficaríamos revoltados e indignados. Eu me incluo nesse grupo, entretanto eu venho há tempos lutando para desvirtuar-me disso o que me torna diferente aos olhos dos outros. - o que já não ligo mais -

Talvez seja uma fraqueza ou quem sabe uma habilidade que tenho. Ao não conseguir odiar eu acabo sendo obrigado e possuidor de uma imensa força de gostar, adorar e quem até sabe amar...
Mas Amar já é outra coisa e fica difícil de falar por que hoje se tem uma deturpação imensa do que é Amar com "A" maiúsculo, mas quem sou eu para falar?
Pedro Ignácio Vidal

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Métrica do descaso

A hipocrisia toma conta da cidade.
A sociedade não tem mais credibilidade.
A ganância e a segregação aumentam ainda mais a crueldade,
Será que continuara essa impunidade?
Pedro Ignácio Vidal