quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A estrada

Encontro-me em uma estrada longa e escura,
onde o dia é sombrio e a noite clara e insinuante.
Tenho a minha face mórbida e acabada
e o meu corpo tão dessemelhante.

Uma estrada que é infindável
mas que eu persisto em seguir adiante.
E eu lá sozinho e vulnerável,
com uma ansiedade cega e alucinante.

Surge-me então uma forte luz,
rapidamente me abrilhanto com aquilo que me chama a atenção.
Sim; facilmente ela me seduz
e já sem expectativas corro logo em sua direção.

Eis que sinto a minha pulsação se findando,
os meus olhos paralisados como uma semente,
meu ar que já era pouco, acabando
e a alma do meu corpo ser defenestrada velozmente.

Mas não me entristeço, nem me animo.
meu fim, já era previsto, há muito avisado.
Deixo da minha vida nenhum amor pelo caminho,
só cansaço por ter um grande fardo.

Não é um assassinato, nem pobreza,
muito menos um amor que me deixou emoção.
É um sentimento que traz muita tristeza,
enfim... Solidão.
Pedro Ignácio Vidal

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